15 universidades públicas produzem 60% da ciência brasileira

Relatório da empresa Clarivate Analytics traça cenário da produção científica nacional entre 2013 e 2018. Cientistas comemoram avanços, mas temem impacto dos cortes orçamentários no futuro

Por Herton Escobar

Fonte: Jornal da USP



Quinze universidades — todas elas públicas — produzem mais da metade da ciência brasileira, segundo um relatório da empresa Clarivate Analytics, divulgado nesta semana em Brasília. As três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) encabeçam a lista, com mais de 100 mil trabalhos científicos publicados no período de seis anos contemplado pelo estudo (2013-2018).

As outras 12 instituições são 11 universidades federais e uma estadual, do Rio de Janeiro. Juntas, essas 15 universidades são responsáveis por mais de 60% do conhecimento científico produzido no País, segundo o relatório. O levantamento foi feito a pedido da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC). Veja a íntegra do relatório aqui: Research in Brazil: Funding Excellence


Os dados contradizem duas críticas frequentes do governo federal às universidades públicas brasileiras: de que elas não fazem pesquisa e não se relacionam com empresas. Segundo o relatório, a produção de trabalhos acadêmicos em colaboração com a indústria vem crescendo de forma exponencial no País desde a virada do século, e a esmagadora maioria dessas colaborações é feita com universidades públicas.


“O relatório mostra que a ciência brasileira tem crescido sistematicamente e que as universidades, como já sabíamos, são o principal motor nesse desenvolvimento”, diz o físico e pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Sylvio Canuto. “Em conjunto com a manutenção dessa vitalidade acadêmica, vemos também uma mudança de perfil nas publicações científicas, com um aumento exponencial da interação entre as universidades e a indústria. Isso responde a um anseio da sociedade, que cobra uma maior participação da pesquisa científica no desenvolvimento econômico e social do País.”

Segundo o relatório, a produção científica do Brasil cresceu 30% entre 2013 e 2018 — o dobro da média mundial, de 15%. O País continua sendo o 13° produtor de ciência no mundo, em número de trabalhos publicados. Isso, apesar da crise econômica e dos cortes expressivos no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que teve seus recursos reduzidos quase que pela metade desde 2014.

O que não significa que os cortes orçamentários não estejam afetando a ciência nacional, diz o professor Antonio Carlos Marques, do Instituto de Biociências da USP. Os efeitos só não são visíveis ainda nas estatísticas, segundo ele, porque há um intervalo de aproximadamente cinco anos entre o financiamento de pesquisas, a publicação de resultados e o início da contabilização de citações — tempo necessário para o cientista receber os recursos, realizar os experimentos, analisar os dados, publicar os resultados, e esses trabalhos começarem a ser citados por outros pesquisadores na literatura científica, etc.

A expectativa, portanto, é que os impactos negativos dos cortes que tiveram início em 2014 comecem a aparecer de forma mais clara nas estatísticas deste ano em diante. “Se o panorama atual não mudar, estamos no começo de uma queda que deverá se acentuar daqui para frente”, afirma Marques. Os cortes de orçamento e bolsas que estão ocorrendo agora, segundo ele, se não forem revertidos, poderão dar origem a uma “catástrofe estatística” por volta de 2024, com risco de um “colapso do sistema de pesquisa” e “dependência vertiginosa” do Brasil em termos de ciência e tecnologia.


“O relatório mostra que a ciência brasileira tem crescido sistematicamente e que as universidades, como já sabíamos, são o principal motor nesse desenvolvimento”, diz o físico e pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Sylvio Canuto. “Em conjunto com a manutenção dessa vitalidade acadêmica, vemos também uma mudança de perfil nas publicações científicas, com um aumento exponencial da interação entre as universidades e a indústria. Isso responde a um anseio da sociedade, que cobra uma maior participação da pesquisa científica no desenvolvimento econômico e social do País.”

Segundo o relatório, a produção científica do Brasil cresceu 30% entre 2013 e 2018 — o dobro da média mundial, de 15%. O País continua sendo o 13° produtor de ciência no mundo, em número de trabalhos publicados. Isso, apesar da crise econômica e dos cortes expressivos no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que teve seus recursos reduzidos quase que pela metade desde 2014.

O que não significa que os cortes orçamentários não estejam afetando a ciência nacional, diz o professor Antonio Carlos Marques, do Instituto de Biociências da USP. Os efeitos só não são visíveis ainda nas estatísticas, segundo ele, porque há um intervalo de aproximadamente cinco anos entre o financiamento de pesquisas, a publicação de resultados e o início da contabilização de citações — tempo necessário para o cientista receber os recursos, realizar os experimentos, analisar os dados, publicar os resultados, e esses trabalhos começarem a ser citados por outros pesquisadores na literatura científica, etc.

A expectativa, portanto, é que os impactos negativos dos cortes que tiveram início em 2014 comecem a aparecer de forma mais clara nas estatísticas deste ano em diante. “Se o panorama atual não mudar, estamos no começo de uma queda que deverá se acentuar daqui para frente”, afirma Marques. Os cortes de orçamento e bolsas que estão ocorrendo agora, segundo ele, se não forem revertidos, poderão dar origem a uma “catástrofe estatística” por volta de 2024, com risco de um “colapso do sistema de pesquisa” e “dependência vertiginosa” do Brasil em termos de ciência e tecnologia.


“O relatório mostra que a ciência brasileira tem crescido sistematicamente e que as universidades, como já sabíamos, são o principal motor nesse desenvolvimento”, diz o físico e pró-reitor de Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Sylvio Canuto. “Em conjunto com a manutenção dessa vitalidade acadêmica, vemos também uma mudança de perfil nas publicações científicas, com um aumento exponencial da interação entre as universidades e a indústria. Isso responde a um anseio da sociedade, que cobra uma maior participação da pesquisa científica no desenvolvimento econômico e social do País.”

Segundo o relatório, a produção científica do Brasil cresceu 30% entre 2013 e 2018 — o dobro da média mundial, de 15%. O País continua sendo o 13° produtor de ciência no mundo, em número de trabalhos publicados. Isso, apesar da crise econômica e dos cortes expressivos no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que teve seus recursos reduzidos quase que pela metade desde 2014.

O que não significa que os cortes orçamentários não estejam afetando a ciência nacional, diz o professor Antonio Carlos Marques, do Instituto de Biociências da USP. Os efeitos só não são visíveis ainda nas estatísticas, segundo ele, porque há um intervalo de aproximadamente cinco anos entre o financiamento de pesquisas, a publicação de resultados e o início da contabilização de citações — tempo necessário para o cientista receber os recursos, realizar os experimentos, analisar os dados, publicar os resultados, e esses trabalhos começarem a ser citados por outros pesquisadores na literatura científica, etc.

A expectativa, portanto, é que os impactos negativos dos cortes que tiveram início em 2014 comecem a aparecer de forma mais clara nas estatísticas deste ano em diante. “Se o panorama atual não mudar, estamos no começo de uma queda que deverá se acentuar daqui para frente”, afirma Marques. Os cortes de orçamento e bolsas que estão ocorrendo agora, segundo ele, se não forem revertidos, poderão dar origem a uma “catástrofe estatística” por volta de 2024, com risco de um “colapso do sistema de pesquisa” e “dependência vertiginosa” do Brasil em termos de ciência e tecnologia.


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