A importância da psicomotricidade na educação infantil

A psicomotricidade é uma ciência que procura estabelecer a conexão entre três partes determinantes na vida de todos nós: emocional, físico e cognitivo. A busca por esse equilíbrio torna possível o aprendizado pedagógico, além das diversas situações internas e externas ao indivíduo.

A educação infantil é responsável pela formação, estruturação e estimulação da criança. As diversas etapas na vida de um aluno são essenciais para que o estudante consiga desenvolver habilidades que sejam ligadas ao percurso acadêmico.


A função da escola, associada ao aspecto psicomotricista, revela-se, então, como fundamental no crescimento do pequeno; seja pelo lado cognitivo, emocional ou físico.


Em resumo, a Educação Infantil é muito importante para o desenvolvimento global da criança e, os aspectos que envolvem a Psicomotricidade favorecem o processo ensino-aprendizagem já que compreendem a educação como algo mais amplo do que a simples transmissão de conhecimentos.


A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio de atividades as crianças, além de se divertir, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Tendo a finalidade de auxiliar no desenvolvimento físico, mental e afetivo do indivíduo, com o propósito de um desenvolvimento sadio. É importante assegurar o desenvolvimento funcional da criança e auxiliar na expansão e equilíbrio de sua afetividade, através da interação com o ambiente.


Elementos Básicos da Psicomotricidade na Educação Infantil

Há uma grande lista de elementos psicomotores que definem e relacionam-se com a Psicomotricidade na Educação Infantil. Entretanto, podemos destacar os seguintes como sendo os mais utilizados no cenário brasileiro e abordados em muitos cursos a distância na área:

  • Esquema corporal: trata-se do conhecimento pré-consciente do ser humano sobre o seu próprio corpo. Tal conhecimento permite que o indivíduo se relacione com os espaços, objetos e indivíduos que se encontram à sua volta. Essas condições são propiciadas pelas informações proprioceptivas ou cinestésicas que, ao longo do desenvolvimento humano, modificam-se e ajustam-se ao esquema corporal.

  • Imagem corporal: é a imagem inconsciente que o indivíduo faz sobre o seu corpo. Esta imagem é construída a partir do momento em que o corpo começa a ser desejado, bem como pelos traços maternos e paternos. Vale salientar que a construção da imagem corporal é anterior ao esquema corporal. Ou seja, sem imagem corporal não há esquema corporal.

  • Tônus: é chamada de tônus a tensão fisiológica dos músculos responsáveis pelo equilibro estático, dinâmico, postura e coordenação, estando o corpo parado ou em movimento.

  • Coordenação global ou motricidade ampla: trata-se da presença de diversos músculos na execução de movimentos voluntários e complexos

  • Motricidade fina: permite que sejam realizados movimentos coordenados utilizando pequenos grupos musculares das extremidades.

  • Organização espaço-temporal: trata-se da capacidade de se orientar e realizar movimentos de forma adequada dentro do espaço e tempo disponíveis. Para seguir essa organização é preciso ter noções de perto, longe, em cima, embaixo, dentro, fora, ao lado de, antes, depois.

  • Ritmo: relacionado diretamente à organização espacial,

  • Lateralidade: é definida pelo uso dos dois lados do corpo em movimentos do dia a dia. Para entender melhor, este conceito difere-se da dominância lateral, por exemplo, na qual o indivíduo desenvolve maiores habilidades em um determinado lado do corpo, como os destros e canhotos.

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