França propõe um fundo global para ajudar a Amazônia

Incêndios ganham protagonismo na cúpula do G7 e líderes do bloco concordaram em providenciar 20 milhões de dólares de ajuda emergencial para combater as queimadas


Foto: Philippe Wojazer /Reuters

Os líderes do G7 chegaram nesta segunda-feira, 26, a um acordo para ajudar a combater as queimadas na Floresta Amazônica. Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido concordaram em liberar 20 milhões de euros (cerca de 91 milhões de reais) em auxílio emergencial, segundo o presidente francês, Emmanuel Macron.

A maior parte do dinheiro que será doado deve ser destinado ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios. Além disso, o grupo das sete maiores economias do mundo também decidiu apoiar um plano de reflorestamento de médio prazo que será apresentado na Assembleia-Geral das Nações Unidas em setembro.

Para que a medida entre em vigor, o Brasil terá que concordar em trabalhar com ONGs e populações locais, segundo Macron.

Essa “iniciativa para a Amazônia” foi anunciada ao final de uma sessão da cúpula do G7 dedicada ao meio ambiente, durante a qual foi discutida a situação na Amazônia, que tem provocado grande preocupação internacional.


Foto: Philippe Wojazer /Reuters


O presidente da França, Emmanuel Macron, levantou a possibilidade de definir um “status internacional” para a Amazônia, caso os líderes da região tomem decisões prejudiciais ao planeta.

Em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente chileno, Sebastián Piñera, durante a reunião de cúpula do G7 nesta segunda-feira, 26, Macron foi questionado sobre a possibilidade. Ele disse considerar que esse pode ser o caso se um “Estado soberano” tomar de “maneira clara e concreta medidas que se opõem ao interesse de todo o planeta”.

Associações e ONGs levantaram a questão de definir um status internacional para a Amazônia. O líder francês, contudo, ressaltou que a questão não esteve entre as iniciativas discutidas pelos líderes das sete grandes economias do mundo durante os últimos três dias de reunião em Biarritz, na França.

“É uma questão real que se impõe, se um Estado soberano tomar medidas concretas que obviamente se opõem ao interesse de todo planeta”, alegou Macron.

“As conversas entre Piñera e Bolsonaro não vão nessa direção. Acho que ele está ciente desse assunto. Em qualquer caso, quero viver com essa esperança”, afirmou ainda, sugerindo que o presidente brasileiro não se oporia ao envio de aviões de combate a incêndios, graças à mediação chilena.

“Não é hoje que vamos decidir nada sobre isso, mas é um tema que permanece aberto e continuará a florescer nos próximos meses e anos, porque a questão é tal no plano climático que não podemos dizer ‘este é um problema só meu'”, insistiu.

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