Governo mobiliza força total para conter queimadas

Além de 43 mil militares das Forças Armadas baseados na região, tropas da Força Nacional, brigadistas do Ibama e ICMBio e bombeiros dos estados participam das ações de combate aos incêndios na Amazônia


Brasília – Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) estão sendo utilizados nesta segunda-feira (26), pelo segundo dia consecutivo, no combate às queimadas na Amazônia Legal. Segundo comunicado oficial do Ministério da Defesa, duas aeronaves C-130 Hércules auxiliam o trabalho de contenção das chamas, partindo de Porto Velho, capital de Rondônia.

Em terra, o trabalho fica por conta dos 43 mil militares das Forças Armadas baseados nas várias unidades da Amazônia, além de brigadistas do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgãos vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, e bombeiros militares dos estados.

Nesta segunda, eles receberam o reforço de 30 bombeiros da Força Nacional (FN) que chegaram ontem (domingo, 25) a Porto Velho. Boa parte da equipe enviada à Amazônia trabalhou em Brumadinho (MG) e Moçambique, África, e é bastante experiente. Entre eles, há especialistas em combate a incêndios florestais.

Na quinta-feira passada, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobrevoou, de helicóptero cidades do Mato Grosso, para acompanhar o trabalho dos brigadistas. Em entrevista à imprensa, ele garantiu que o governo federal está empenhado em combater queimadas e incêndios florestais em todos os estados da Amazônia.

Em Brasília, o governo federal montou o Centro de Operações Conjuntas para acompanhar as ações na Amazônia. O Centro, que vai funcionar em regime de plantão 24 horas por dia, tem a função de fazer a coordenação operacional do trabalho dos vários órgãos envolvidos, entre eles, os ministérios da Defesa, Meio Ambiente, Agricultura, Cidadania, Gabinete de Segurança Institucional, Casa Civil, Secretaria de Governo e Secretaria-Geral da Presidência.

GLOA

Todos os nove estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá, Tocantins e Maranhão – formallizaram e tiveram autorizada a solicitação, pela Presidência da República, para emprego da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA).

A partir dessas demandas, estão sendo planejadas as ações de apoio às iniciativas já em andamento de combate aos focos de incêndio na região. A missão das Forças Armadas na GLOA é de atuar, em coordenação com os órgãos de controle ambiental e de segurança pública, que já trabalham em nível estadual, para combater os crimes ambientais na Amazônia Legal.

De acordo com a Aeronáutica, os dois aviões C-130, que estão sendo utilizados na operação, contam com o sistema chamado MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System. O equipamento é composto por cinco tanques, que comportam até 12 mil litros de água, e dois tubos que se projetam pela porta traseira do avião.

Para realizar a missão, o avião tem que sobrevoar a área do incêndio a uma altura de 150 pés, aproximadamente 46 metros de altura. O lançamento, por meio de pressão, dura sete segundos e a própria inércia se encarrega de espalhar o líquido sobre o fogo, por uma linha de 500 metros. Após despejar a água, a aeronave retorna para Porto Velho, ponto de apoio, onde recebe um novo carregamento.

SELVA

A partir desta segunda feira, de acordo com a GLOA, a 17ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército promove a Operação Verde Brasil/17 em sua área de responsabilidade, que abrange os estados de Rondônia e Acre. O objetivo é combater os delitos ambientais, com ênfase nos focos de calor e incêndio. As ações seguem em continuidade à Operação Jequitibá do governo de Rondônia, iniciada no sábado (24).

A operação Verde Brasil tem comando único e ocorre em parceria com várias instituições e órgãos de segurança pública de Rondônia e Acre, entre os quais, Força Nacional, Corpo de Bombeiros Militares, equipes de Prevenção e Combate à Incêndios do Ibama, Polícia Militar Ambiental e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

A 17ª Brigada de Infantaria de Selva empregará um efetivo estimado de 900 homens e mulheres e um apoio logístico com cerca de 150 viaturas e 20 aeronaves (aviões e helicópteros). As ações já abrangem o combate aos focos e pontos de incêndio, a intensificação das fiscalizações contra delitos ambientais, bem como toda parte logística da Operação. DECRETO

O decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para a GLOA e para ações subsidiárias em áreas da Amazônia Legal foi assinado na sexta-feira (23) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e vale para o período de 24 de agosto a 24 de setembro de 2019.

O decreto autoriza o emprego das Forças Armadas para ações nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, em unidades de conservação e em outros locais da Amazônia Legal que requerem ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e levantamento e combate a focos de incêndio.

O emprego das Forças Armadas fica autorizado em áreas da Amazônia Legal caso haja requerimento do governador do respectivo estado ao presidente da República. O ministro da Defesa definirá a alocação dos meios disponíveis e os Comandos que serão responsáveis pela operação. Ainda segundo o decreto, os militares atuarão em articulação com os órgãos de segurança pública e com as entidades públicas de proteção ambiental.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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